IA na saúde da mulher
Dr. Omero aponta aplicações e limites para a prática clínica
Médico21 de setembro de 2026
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IA na saúde da mulher: Dr. Omero aponta aplicações e limites para a prática clínica
Em palestra no CBIAS 2026, médico apresentou três níveis para orientar a adoção e a pesquisa em ginecologia e obstetrícia, com atenção especial ao SUS.
Da leitura de mamografias à previsão de complicações obstétricas, as aplicações de inteligência artificial em saúde da mulher ocuparam o centro da palestra do Dr. Omero no CBIAS 2026. A apresentação destacou a necessidade de avaliar cada ferramenta conforme sua finalidade, a qualidade das evidências e a população em que será utilizada.
Para organizar essa discussão, o palestrante propôs três níveis: aplicações para adoção cautelosa e monitorada, temas prioritários de pesquisa e usos que não recomendou para a rotina clínica. A classificação foi apresentada como uma proposta de implementação e investigação, principalmente no contexto do SUS.
Mamografia e citologia entre as aplicações para adoção monitorada
No primeiro nível, Omero destacou a IA como apoio à leitura de mamografias, especialmente em serviços com carência de radiologistas. A proposta inclui validação na população local, considerando sua diversidade étnica, e acompanhamento dos resultados após a implantação.
O palestrante também incluiu a triagem citológica assistida por IA no rastreamento do câncer do colo do útero. No slide de síntese, essa aplicação recebeu uma função específica: atuar como controle de qualidade após um teste de HPV positivo.
Nessas duas situações, a apresentação situou a tecnologia dentro de um processo assistencial supervisionado, com papel definido para a ferramenta e participação dos profissionais na avaliação clínica.
Ultrassom e modelos de risco obstétrico como prioridades de pesquisa
O segundo nível reuniu temas que, na proposta do palestrante, precisam avançar em pesquisa e validação.
Entre eles está o ultrassom mamário assistido por IA no ponto de cuidado, com avaliação na atenção primária do interior paulista. Também foram citados modelos multimodais, que combinam diferentes tipos de dados, para investigar dor pélvica e endometriose.
Na obstetrícia, Omero apontou a necessidade de testar modelos de previsão de pré-eclâmpsia, diabetes gestacional e hemorragia pós-parto em populações brasileiras. Esses temas apareceram como prioridades investigativas, sem indicação de adoção generalizada na rotina.
Os usos autônomos que ficaram fora da recomendação
No terceiro nível, o palestrante reuniu aplicações que não recomendou para uso clínico rotineiro:
- Diagnóstico autônomo de endometriose por IA.
- Seleção autônoma de embriões na fertilização in vitro.
- Análise computadorizada autônoma da cardiotocografia durante o trabalho de parto.
- Chatbots como responsáveis por decisões clínicas sem supervisão médica.
A autonomia é um elemento central desse grupo. A restrição apresentada se refere às funções descritas, sem equivaler a uma rejeição de toda pesquisa ou de qualquer ferramenta de apoio nessas áreas.
Ao discutir modelos de linguagem, Omero também diferenciou a capacidade de produzir respostas gerais da capacidade de elaborar um planejamento terapêutico individualizado. Em sua avaliação, considerar as particularidades de cada paciente permanece um limite relevante dessas ferramentas.
Qualidade dos dados e validação local orientam o avanço
A palestra terminou com uma agenda de trabalho que inclui curadoria rigorosa de dados, padronização de informações clínicas, redes colaborativas e auditoria dos algoritmos. Omero também destacou modelos especializados em medicina e investimento em infraestrutura computacional.
A validação em diferentes populações atravessou toda a exposição. Na perspectiva apresentada, incorporar IA exige verificar como a ferramenta funciona no serviço que pretende utilizá-la, quais benefícios entrega e como seu desempenho será acompanhado ao longo do tempo.
Fonte: palestra e slides do Dr. Omero no CBIAS 2026.
Como usamos IA neste artigo. O texto foi escrito pelo autor com apoio de ferramentas de IA no levantamento bibliográfico e na revisão. Cada afirmação e cada referência foram verificadas pelo autor antes da publicação. É assim que ensinamos a usar.
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